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29 outubro 2009
28 outubro 2009
"Governo nomeia 320 dirigentes do Estado de uma só vez"

"O Governo de José Sócrates tem 45 dias para decidir quem vai ocupar mais de três centenas de lugares de topo na administração pública. Aprovadas em 2005, as regras que agora se aplicam pela primeira vez foram depois criticadas por Cavaco Silva, à altura candidato à Presidência da República, que alertou para a "partidarização" dos directores-gerais."
24 outubro 2009
10 outubro 2009
Um Concelho com o futuro em perigo...

Terminou finalmente a campanha eleitoral para as autárquicas de amanhã. Terminaram as arruadas, as músicas parolas e os folhetos a entupir as caixas do correio. Chegou, finalmente, o dia de reflexão, ou melhor, o dia do descanso total.
Não sei se o dia de reflexão serve para realmente reflectir sobre o sentido de voto dos portugueses. Sinceramente, nunca pensei muito sobre o assunto. Será que a campanha deveria estar de pé até as pessoas colocarem o seu voto na urna, como acontece nos Estados Unidos? Não sei bem. Como disse anteriormente, nunca pensei muito sobre o assunto. Contudo, acho que ainda prefiro assim. O dia de reflexão é, para mim, o dia da ressaca da campanha eleitoral. Depois de quinze dias de parolândia, de ouvir candidatos medíocres e sem ideias (para não lhes chamar outras coisas) (e que os Gatos Fedorentos ridicularizaram, para todo o País ver, o quanto são péssimos, os governantes das nossas autarquias) debitarem programas, como se eles tivessem poder para mudarem este mundo e o outro.
Espelho desta realidade é São Pedro do Sul, concelho no qual sou eleitor e que retrata perfeitamente muitos dos problemas do País. Recentemente elevada a cidade, por deputados com vontade e, talvez, necessidade em mostrar trabalho na Assembleia da República, e que, talvez, até, nem conheçam esta pequena vila (se conhecessem e se tivessem um mínimo de rigor, não teriam proposto a candidatura de elevação a cidade), foi palco de uma campanha com quatro candidatos, já que a candidatura do CDS-PP decidiu não ir a votos.
Começando pelo actual partido no poder – PSD –, o actual Presidente de Câmara, Dr. António Carlos Figueiredo, vai a votos pela última vez, tal como 60% dos candidatos a estas eleições em todo o País. Sem apresentar nada de relevante nos dois mandatos anteriores (tirando obras “em cima do joelho”, mal projectadas e que vieram destruir a beleza natural do Concelho), o candidato do PSD sairá, sem grandes surpresas, vencedor. O facto da Câmara Municipal ser o maior empregador do Concelho terá muito a ver com o resultado de amanhã. Não tenho muitas dúvidas sobre isso. Vejamos o facto de 80 funcionários da Câmara terem estado de férias, nos últimos quinze dias, para estarem “na estrada” durante a campanha.
No principal partido da oposição, o PS, o candidato José Carlos Almeida, conseguiu fazer um levantamento dos principais problemas do Concelho e propor ideias e projectos que parecem importantes para o bom desenvolvimento do Concelho. Contudo, programas são programas e, na maior parte das vezes, não são seguidos. Poderá ter a seu favor o natural desgaste do actual executivo camarário. Os pontos contra poderão incidir sobre o facto de, mesmo sendo “da terra”, não ser conhecido de grande parte dos eleitores. O outro ponto que poderá jogar contra o PS, é o facto dos (ex?) militantes do PS, Dr. Bandeira Pinho e Dr. Rui Costa, se apresentarem nas listas do Bloco de Esquerda.
Relativamente ao Bloco, o facto de apresentar os dois candidatos citados anteriormente, poderá levar a uma significativa passagem de votos do PS para o Bloco. Será interessante perceber até que ponto os eleitores irão dar um voto de confiança ao Dr. Bandeira Pinho e se esquecerão que este foi o anterior presidente da Câmara e que também tem uma fatia assinalável de culpas da situação de apatia que o Concelho atravessa há pelo menos vinte anos. Com isto, só me apetece dizer “Há quem não tenha vergonha na cara…”.
Quanto ao último partido em jogo, o PCP, apresenta o candidato do costume, o Garcia Pereira sampedrense, Eduardo Boloto. O objectivo? Talvez não perder mais votos, do que aqueles que obteve na anterior eleição.
As eleições de amanhã vão ser cruciais para o Concelho de São Pedro do Sul, já que o futuro do Concelho está em jogo e, ao mesmo tempo, em perigo.
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