23 abril 2009

Xutos & Pontapés - Sem Eira, Nem Beira



Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor Engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
O povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor Engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

17 abril 2009

Ano de eleições: falsa partida!

As últimas semanas têm-se mostrado muito activas dentro dos partidos políticos portugueses. Não fosse este, um ano com três eleições. Começa-se a pensar nos objectivos, nas estratégias e, principalmente, nos candidatos a apresentar. Os primeiros candidatos começam-se a perfilar e a mostrar as suas garras. As primeiras eleições do ano estão à porta. Faltam dois meses e o relógio está em contagem descrescente. Portugal prepara-se para uma longa batalha, que vai durar, praticamente, um ano, com as eleições europeis, as autárquicas, as legislativas e as presidenciais, no início de 2009. E os cartazes começam a sair às ruas. Eles que vão acompanhar o nosso dia-a-dia, até alguém se lembrar de os retirar...

Assim, já chegaram à praça pública os seguintes cartazes:


Se no caso do primeiro se percebe a aparição (candidato do PS às eleições do Parlamento Europeu), o segundo é uma total incógnita (tendo em conta o timing em que apareceu). Para além disso, e depois de tanto criticarem o anterior presidente do PSD por ter modernizado o símbolo e as cores de fundo do partido, vêm agora, os críticos de então (actualmente no poder), colocar um cartaz com fundo negro e onde nem sequer o símbolo do partido aparece (para além daquele V pindérico!). Como a memória é curta...

No caso do cartaz do PS, o que quer dizer "Nós, europeus"? "Nós", quem? Os apoiantes do PS? Os comunistas? Os Portugueses? Não falta ali alguma parte do texto?

Isto são só dois exemplos dos cartazes provincianos que estão nas ruas portuguesas. De fora deixei, por exemplo, o cartaz de Elisa Ferreira (candidata do PS à Câmara do Porto), que aparece no meio de um grupo de pessoas. Será que a candidata é assim tão conhecida na cidade, para se dar ao luxo de apostar num cartaz assim? É um risco...

Ainda só estamos no começo de um longo ano de eleições e os partidos já metem água. Vá se lá saber o que ainda nos espera...

05 março 2009

Portugal... que belo país

Na Europa, para os lados da Península Ibérica, há um país deslumbrante, com paisagens fantásticas e uma vista sobre o Atlântico, de cortar a respiração. Bem, esse país está a ser destruído, aos poucos, pelos seus habitantes.

Esse país é Portugal e os seus habitantes, os portugueses. Sim, nós! Nós que tanto nos queixamos disto e daquilo, de tudo e de nada. De que o nosso País é isto e aquilo. Bem, talvez fosse tempo de termos um pouco mais de orgulho do País que temos e daquilo que ele nos pode proporcionar. Ora, este documentário mostra-nos um pouco daquilo que Portugal tem de bom e para oferecer – a cortiça. Saibamos nós aproveitá-lo e preservá-lo. O sector da cortiça é muito importante para a economia do nosso País e faz de nós líderes do sector em todo o mundo. Saibamos aproveitá-lo e dar-lhe o devido valor, já que, e num momento em que tanto se fala de energias renováveis e protecção do meio ambiente, aqui temos um produto completamente ecológico.

Tenhamos orgulho do nosso País, sem nunca esquecermo-nos de que um país é a imagem da sua população…



Documentário: "Forest in a Bottle" from EcoLogicalCork.com on Vimeo.

04 março 2009

Todas as respostas sobre os "chips" para matrículas


Muito foi discutido e pouco se sabe sobre o que realmente vai acontecer daqui a alguns meses, quando a portaria sobre os "chips" das matrículas (que, ao contrário daquilo que muitos pensam, não será colocada na própria matrícula do carro, mas sim, no pára-brisas, como no caso do identificador da VIA VERDE) entrar em vigor. Assim, o Diário Económico colocou algumas questões importantes ao Ministério das Obras Públicas, para que as dúvidas fossem dissipadas. E já que vamos ficar com as nossas vidas mais controladas (à imagem do novo Cartão do Cidadão e ao contrário do que refere o Governo) convém sabermos o que nos espera. Aqui ficam, portanto, as questões e respostas, para que todos nós estejamos prontos para esta nova medida.


1. QUEM VAI TER DE USAR O "CHIP"?
Todos os proprietários de veículos automóveis, reboques, motociclos etriciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas têmque instalar o Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) nos respectivoscarros.


2. QUANTO VAIS CUSTAR?
O DEM vai ser gratuito nos primeiros seis meses (o prazo conta a partir daentrada em vigor da Portaria, daqui a dois meses, mais ou menos). Depois, opreço irá de dez a 15 euros.

3. QUANDO ENTRA EM FUNCIONAMENTO?
Entra em funcionamento após a publicação da Portaria Regulamentar. Naprática, é dado um ano para a adaptação de todos os carros, sendo que sónos primeiros seis meses o dispositivo será gratuito.


4. QUEM O INSTALARÁ NOS CARROS?
Os proprietários ou respectivos titulares, no caso dos carros em circulação(à semelhança do que acontece com a Via Verde). No caso de carros novos, aresponsabilidade é dos representantes oficiais das marcas (quer isto dizerque um carro novo já traz o DEM).


5. QUE PENALIZAÇÕES ESTÃO PREVISTAS NA LEI?
A não existência do DEM na viatura, a partir do momento em que se torneobrigatório (um ano após a entrada em vigor da Portaria Regulamentar),equivale para efeitos do Código da Estrada à ausência da chapa de matrícula- com multas de 600 a 3000 euros.


6. COMO FUNCIONA? É COMO A VIA VERDE?
O DEM é um identificador electrónico que adopta um formato e uma tecnologiaem tudo semelhantes ao conhecido identificador Via Verde. Os princípios defuncionamento são em tudo semelhantes aos princípios de cobrançaelectrónica através da Via Verde, mas adoptando um conjunto de regrassuplementares que garantem o anonimato do utente, se este assim o entender.


7. SERVE NAS PORTAGENS NORMAIS?
Sim. Com este dispositivo poderão pagar-se todas as portagens, recorrendo àvia reservada à cobrança electrónica.


8. QUEM FISCALIZARÁ A UTILIZAÇÃO?
As autoridades policiais fiscalizarão, nos termos do Código da Estrada, ainstalação do aparelho nos carros. Nas inspecções periódicas, os Centros deInspecção Técnica de Veículos controlarão o funcionamento técnico doaparelho.


9. QUEM VAI FAZER O "CHIP"?
Os DEM serão produzidos pelas entidades que já fazem os dispositivos da ViaVerde e similares. Não está excluída a possibilidade de produção nacionaldo DEM.


10. E QUEM, E ONDE, SE COMERCIALIZA?
Será distribuído pelas entidades de cobrança de portagem (tipo Via Verde) epelos CTT no caso dos carros em circulação. No caso de automóveis novosserão os representantes oficiais das marcas a adquiri-los.


11. OS QUE JÁ TÊM VIA VERDE TAMBÉM SÃO OBRIGADOS A INSTALAR UM "CHIP"?
Se o titular do contrato Via Verde não se opuser, o seu identificador seráconvertido automaticamente em dispositivo electrónico de matrícula.


12. AS AUTO-ESTRADAS DEIXAM DE TER PORTAGEIROS?
As auto-estradas continuarão a ter portageiros como até aqui.



03 março 2009

Notícia do mês de Março

Na edição de Março do Courrier Internacional, destaco a seguinte notícia, intitulada, "OBAMA: AGORA EM PÓ": "A polícia de Nova Iorque apreendeu dezenas de doses de heroína carimbadas com o nome "Obama". A utilização do nome do Presidente é um "escândalo absoluto", indigna-se o NEW YORK DAILY NEWS. Mas parece que não é invulgar os traficantes apropriarem-se de nomes e marcas, segundo salienta a agência UNITED PRESS: já houve heroína Bin Laden, ecstasy Harry Potter e cocaína Teletubbies (...)."

A isto se chama imaginação.

Notícia retirada do Courrier Internacional, Março de 2009, nº 157, p. 108.

22 fevereiro 2009

Solução para a crise?!

Segunda-feira, dia 15 de Janeiro de 2009, às 11 da manhã, na estação de metro de Liverpool, 70 bailarinos misturados dançaram e acabaram por interagindo com os passageiros. O "show" foi planeado e ensaiado durante oito semanas, sem o conhecimento do público.

E se esta ideia fosse aplicada em todo o mundo, não teríamos aqui uma solução para a crise, soltando a alegria, o humor e a fantasia das pessoas?

12 fevereiro 2009

Notícia do mês de Fevereiro

A partir deste mês, e todos os meses, vou colocar no blogue uma notícia que eu considere insólita. Neste mês ressalvo uma notícia que veio no Courrier Internacional do mês de Fevereiro, em que Larry Flynt, produtor de pornografia nos Estados Unidos, pediu ao Congresso norte-americano um plano de recuperação para a actividade pornográfica, comparável ao que foi adoptado para ajudar o sector bancário. Segundo ele: "As pessoas estão demasiado deprimidas para serem sexualmente activas". E prossegue: "Isso é muito mau para a saúde do país. Os americanos passam sem automóveis, mas não sem sexo."
Notícia retirada do Courrier Internacional, Fevereiro de 2009, nº 156, p.18.

07 janeiro 2009

Resumo dos jornais diários

Para quem gosta de estar em cima dos acontecimentos tem aqui a melhor ferramenta para se manter sempre informado. Visitem este site e subscrevam. Receberão, todos os dias, no vosso email, um resumo dos diários nacionais. Além disso, se instalarem a barra de ferramentas poderão, enquanto navegarem na internet, ouvir os noticiários das principais rádios e televisões, entre outras opções. Além disso, se subscreverem, poderão ganhar um espectacular LCD Samsung de 32'', 1 portátil Toshiba NB100, 1 iPod de 80GB, para além de vários pacotes de 7 noites de hotel. Visitem e subscrevam!

31 dezembro 2008

Balanço do ano 2008... palavras para quê?

Contestação dos professores




Évora de ouro!




Sismo na China




Rússia invade a Geórgia



Eleição de Obama



O "super" Magalhães




Atentados na Índia



A queda de Bush



Crash nas Bolsas



Casal Sarkozy

04 outubro 2008

Marketing Político - lições de Sócrates





Com a entrada de mais um ano escolar, a novidade deste ano prende-se com a distribuição maciça de computadores portáteis, denominados de “Magalhães”, para todas as criancinhas portuguesas que frequentam o Ensino Básico. Até final do ano serão 500 mil, através de mais um dos programinhas populistas deste Governo – e.escolinha.

O Sr. Primeiro-Ministro fez questão de estar presente em várias escolas do país, acompanhando a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, para as referidas entregas. Os miudinhos deliraram (não se esperava outra coisa, é uma prenda antecipada). E os governantes, fazendo de Pai e Mãe Natal mostravam ao País como são bons para com as criancinhas. Foi um forrobodó…

Ora, este presente em que o “Engenheiro” Sócrates tem apostado tanto, ao longo das últimas semanas, parece algo envenenado. Está-se a criar um grave problema para o futuro da sociedade e para a forma de todos nós comunicarmos. Estas crianças, não só vão deixar de prestar atenção aos professores, como vão passar horas e horas em frente aos computadores, seja na escola, seja em casa. Segundo estudos recentes, o computador já ultrapassou a televisão, como meio de distracção das crianças e onde elas passam muitas horas por dia. Para além disso, é óbvio que as criancinhas vão utilizar os computadores para tudo, menos para os fins para os quais o Governo lhos entregou. Talvez, daqui a uma ou duas décadas tenhamos os nossos alunos a lutar com os professores, dentro da sala de aulas, para que os primeiros desliguem os PC’s ou parem de jogar…

Em compensação, as criancinhas vão chegar a casa, todas contentes com os seus computadores novos, e dizer aos paizinhos que o tio Sócrates é fixe e que dá computadores. As eleições estão à porta...

22 agosto 2008

Emoções de volta



Depois das férias e de muitas mexidas nos plantéis, as emoções do futebol nacional estão de volta, com o pontapé de saída da nova época a ser realizado esta noite no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, entre a equipa local e o V. Setúbal.Como é apanágio nesta altura, os níveis de confiança dos adeptos e das suas equipas estão ao seu mais alto nível. Uns acreditam que vão revalidar o título e outros dizem que não passará deste ano, outros ainda, acreditam que as suas equipas se mantenham na primeira divisão. São muitos os objectivos e as esperanças. Como já crónico no nosso campeonato os “três grandes” são os principais candidatos à vitória final. Ao longo das próximas linhas irei dissecar os dezasseis participantes da Liga Sagres. Desde já, perdoem-me o facto de me alongar mais sobre uns clubes do que outros, mas, como compreenderão, é, nesta altura da época, mais fácil criar uma ideia sobre os clubes que ficaram na primeira metade da tabela, na época transacta.


ACADÉMICA: Com um orçamento mais curto, em relação à época transacta, os estudantes conseguiram manter, no seu essencial, o mesmo plantel. No entanto, a Académica perdeu o jogador mais influente da sua defesa, Kaká, vendido ao Hertha. Para além disso, a partida de Luis Aguiar também será uma baixa de vulto. No que toca a entradas, há a destacar a entrada do avançado Garcés, dos médios Madej, Carlos Aguiar (irmão de Luis Aguiar, agora no Sp. Braga) e do defesa Luiz Nunes, jogador experiente. No entanto, não será tarefa fácil melhorar a classificação da época anterior (12º). A manutenção do treinador Domingos Paciência também é uma boa aposta por parte da Académica.


BELENENSES: Há várias épocas a praticar bom futebol e uma equipa consistente, o Belenenses viu partir o seu comandante, Jorge Jesus. Para o seu lugar, chegou um brasileiro, já conhecido do futebol português, Casemiro Mior. Este último, tem pela frente uma tarefa muito complicada, já que terá que construir uma equipa do zero. Mior já tinha treinado o Nacional da Madeira há algumas épocas atrás, onde tinha chegado a um surpreendente quarto lugar. Já nessa altura, Mior tinha substituído um técnico que tinha deixado marcas no Nacional: José Peseiro. Será que desta vez consegue levar os azuis ao topo? Para isso, Mior foi buscar catorze jogadores novos, na sua maioria brasileiros, vindos de clubes bem cotados nos campeonatos brasileiros. Este forte investimento era necessário, já que o Belenenses viu partir os pilares da sua equipa. Rolando foi para o Porto, Ruben Amorim para o Benfica, Alvim para a Alemanha e Alcântara para o Cluj, da Roménia. Com este rombo na equipa, as boas notícias para o Belenenses é a manutenção de Silas e Zé Pedro, motores da equipa. No entanto, a tarefa, em chegar aos lugares cimeiros, revela-se bastante complicada.


BENFICA: Será dos “três grandes” o que terá mais dificuldades em vencer o campeonato. Todo o futebol dos encarnados sofreu uma grande revolução. Mais uma. Mas será que esta, encabeçada pelo novo director-desportivo, Rui Costa, terá final feliz? Talvez, a qualificação para a Liga dos Campeões já seja muito bom para esta equipa em construção. Começando desde logo pelo treinador, que trouxe profissionalismo, método e organização ao clube, Quique Flores, um pouco à imagem de José Mourinho, faz parte de uma nova geração de treinadores, que fazem do futebol uma ciência, em que qualquer pormenor deve ser estudado. Além disso, sendo um treinador jovem, Quique Flores quererá demonstrar a todos que as boas classificações que obteve no Valência não foram obra do acaso. No que toca aos jogadores, o Benfica foi a equipa que mais investiu (23 milhões de euros), mais uma vez (já o tinha feito na época transacta) apostou bastante na juventude. Como já é habitual, foram muitos os nomes que apareceram nos jornais como possíveis reforços dos encarnados, mas nem todos vieram (esta especulação em relação a jogadores era algo que se pensava que Rui Costa iria controlar).

Começando pela baliza, o regresso de Moretto, que nem foi muito falado, é uma boa aposta. Não que seja um grande guarda-redes ou mesmo que venha para ser titular, mas já era jogador do clube e evitou que se gastasse mais alguns milhões num jogador que iria de certeza ser suplente.

No que toca à defesa (sector que menos mudou), as laterais ainda são o ponto mais fraco do Benfica. Do lado esquerdo, o Léo (que acabou por renovar) é bom jogador (bastante ofensivo, menos bom a defender) e será titular. No entanto, não há alternativa para ele. O regressado Jorge Ribeiro não é jogador para este nível e, mesmo tendo-se destacado no Boavista, na época passada, foi numa outra posição (como médio). Do lado direito, a saída do Luís Filipe imponha-se, mas as alternativas que ficaram não dão segurança. Pela lógica, o Nélson deveria ser o titular, mas com os problemas físicos que o têm perseguido, foi adaptado o Maxi Pereira, que, mesmo sendo mais seguro a defender, é pouco interventivo no jogo ofensivo da equipa. Para além disso, os jogos a sério ainda não começaram. Depois no centro da defesa, o Benfica conta com Luisão, David Luiz (que parece já estar de regresso, após uma lesão que o afastou durante vários meses), Edcarlos (talvez o central mais fraco e de quem se diz que poderá sair), Miguel Vítor (produto das camadas jovens e que já demonstrou que tem qualidade) e Sidnei (única contratação para o centro da defesa (é bastante jovem ainda, mas também ele, já demonstrou que tem qualidade)).

No meio-campo, os jogadores que vêem da época anterior são Binya, Katsouranis e Fellipe Bastos (já está no clube desde Janeiro, mas não foi inscrito antes porque não tinha 18 anos (jovem que poderá ter um grande futuro pela frente). Além disso, entraram Yebda (jogador possante e muito batalhador), Rúben Amorim (boa contratação), Carlos Martins (incompreensível) e Pablo Aimar (uma das estrelas da companhia e substituto de Rui Costa). Passando para os extremos, o Benfica manteve, para o lado esquerdo, Di María (que está em grande nos Jogos Olímpicos) e contratou José António Reyes (por empréstimo, a outra estrela da companhia). Do lado oposto, foi buscar Balboa (da segunda ou terceira linha do R. Madrid e que pouco mostrou até agora) e Urreta (jovem de 18 anos que tem dado muito nas vistas). Aqui, tal como nos defesas laterais existe um défice de qualidade.

Por fim, os avançados. Nuno Gomes, Cardozo e Makukula (ainda poderá ser dispensado (mal se se vier a confirmar)) continuam no plantel, tal como, o eterno Mantorras (que se arrasta no ginásio (já era tempo de esclarecer esta questão e não deixar o jogador na ilusão de que pode regressar àquilo que era)). Ainda se perspectiva a entrada de mais um avançado.Será curioso ver como a equipa se vai comportar sem o Petit (saída compreensível, menos o facto de ter sido a custo zero). Além disso, o Benfica também perdeu Rui Costa e Cristian Rodriguez que em muito influenciaram o futebol da equipa, no ano passado. Além disso, a saída de Nuno Assis também deixa muito a desejar, já que poderia ser muito mais útil no lugar do Carlos Martins (tirando na época em que o Benfica foi campeão, Nuno Assis nunca jogou na sua posição natural). A ver vamos o que dá este novo Benfica. Mas não haja ilusões, um segundo lugar já seria uma grande vitória para uma equipa que começa do zero.


E. AMADORA: Será a quarta época consecutiva do Estrela no escalão maior do futebol português. Sempre com muitas dificuldades financeiras, o Estrela viu sair Daúto Faquirá do comando técnico. Para o seu lugar, veio um treinador desconhecido, dos escalões inferiores, Lito Vidigal, que quererá, sem dúvida, que tem qualidades para estar na primeira divisão. No entanto, e devido aos constrangimentos financeiros, Vidigal, tal como anteriormente Faquirá, terá de ser imaginativo para montar uma equipa com poucos recursos. O plantel é bastante inexperiente e a entrada do experiente e internacional português Luís Vidigal, irmão do técnico, é bem-vinda. Além disso, o toque de magia está nos pés de Celsinho, jovem que veio do Sporting por empréstimo e que quererá demonstrar todo o seu valor. Mas o Estrela terá vida difícil.


FC PORTO: A novela do Verão poderá perfeitamente ser a de Quaresma. Sai ou não sai? Eis a questão. A resposta tarda em ser encontrada. E que importância tem esta questão para o bem do jogador e do próprio clube.Mas vejamos primeiro outras questões que poderão influenciar esta nova época em que os Dragões partem, inevitavelmente, como favoritos à vitória final. Se por um lado toda a estrutura do futebol se manteve (treinador e alguns jogadores chaves), o Porto fez muitas contratações. Arriscaria mesmo a dizer, demasiadas. Havia algumas lacunas a tapar, mas o Porto fez mais do que isso. Não será construir uma equipa do zero, já que a espinha dorsal da equipa está lá ou quase, mas Jesualdo Ferreira não poderá, como o fez na época passada, começar o campeonato com uma equipa já feita, logo que, à partida, lhe dará mais confiança.

Começando logo pela baliza, o FC Porto manteve os três guarda-redes da época passada.

No que toca à defesa, os dragões sofreram grandes mudanças, já que com a saída de Bosingwa, Jesualdo Ferreira viu partir uma pedra importante para destabilizar os adversários, com as suas constantes subidas no campo. Para o lugar, o FC Porto foi buscar o romeno Sapunaru, mais alto e com bom jogo de cabeça, mas menos ofensivo. Sapunaru tem feito a pré-época a titular e deixado Fucile (a meu ver, melhor) no banco. Do lado oposto, entrou Benitez para render Cech. O lado esquerdo da defesa azul e branca continua a ser o sector mais permeável, já que Benitez ainda não convenceu e Lino não é jogador para um clube como o FC Porto. A única solução seria colocar Fucile do lado esquerdo (posição que ocupou até agora). No entanto, Jesualdo Ferreira tem apostado em Benitez. A ver vermos com o desenrolar da época. Quanto ao centro da defesa, a dupla Bruno Alves (melhor central da equipa) e Pedro Emanuel serão os titulares indiscutíveis, mesmo sendo curioso ver como o segundo se vai portar e não influenciar o rendimento da equipa (já está em final de carreira). Os substitutos serão Stepanov e o novato Rolando, vindo do Belenenses (mais um central vindo beber da escola de centrais que o FC Porto já nos habituou a dar ao futebol português – um novo Jorge Costa ou Bruno Alves?).

O meio-campo perdeu o jogador mais importante que uma equipa de futebol pode ter. A saída de Paulo Assunção vai ser difícil de colmatar. Invisível mas sempre no sítio certo, ele era o pêndulo da equipa, as costas de Lucho e Meireles, fazendo com que estes dois tivessem total liberdade para subirem no terreno. Ele era o “6”, o Marcos Senna do FC Porto (fazendo um paralelo com a Espanha campeã europeia) ou o Costinha nos tempos de José Mourinho ou mesmo da Selecção Nacional. Jesualdo Ferreira tem apostado no recém-chegado Guarín ou mesmo em Raúl Meireles. No entanto, nem um nem outro são jogadores para esta posição, não passando de meras adaptações. Tal como Tomás Costa. O único jogador que poderia fazer aquela posição seria talvez Bolatti que ainda não conseguiu mostrar, ou até Fernando (talvez demasiado jovem para ocupar uma posição tão importante). Por outro lado, o sucesso do FC Porto passará muito pela forma de Lucho González e Raúl Meireles, indiscutíveis no meio-campo, principalmente do primeiro.

Para a linha mais avançada, a grande contratação dos dragões foi Cristián Rodríguez, ao rival Benfica. Jogador muito batalhador e que poderá ser uma das figuras da época. Além disso, foram buscar ao Japão um jogador que já tinha passado por Portugal, mas que na altura teve pouca sorte, conhecido por “Hulk”. Será curioso verificar como este jogador, que apontou três dezenas de golos na época passada, se vai enquadrar no FC Porto. Até agora tem demonstrado remate fácil. Mariano e Tarik não deverão passar de segundas opções, se Quaresma ficar. Porque aqui temos a questão importante, de novo. É que com Quaresma no FC Porto, o tridente ofensivo passaria obviamente por Rodríguez, Lisandro e ele, formando, sem dúvida, o ataque mais forte da Liga. No entanto, esta indefinição quanto à sua saída abrirá a porta a um dos três já referidos anteriormente (Mariano, Tarik, Hulk, ou mesmo, Candeias, das camadas jovens dos dragões e que também já demonstrou ter qualidade para fazer parte do plantel). Isto, se Jesualdo não colocar Lisandro numa das faixas, onde aí entraria para o meio, Farías. Arrisco a dizer que aos azuis e brancos ainda falta um avançado de área, alto e possante. Quanto à indefinição quanto à saída de Quaresma, o FC Porto já deveria ter solucionado a questão. Este caso só prejudica o jogador e mesmo o próprio clube. Muito do sucesso ou insucesso dos dragões esta época, passa por esta questão. Já que se Quaresma sair, Jesualdo Ferreira perderá mais um jogador que tanto influenciou a conquista do “tri”. No entanto, se ficar, será que Quaresma não ficará desmotivado? E se isso vier a acontecer, não será destabilizador para o resto do grupo? Até ao final da próxima semana teremos mais novidades. No entanto, os azuis e brancos são os grandes favoritos a ganhar, de novo, a Liga.


LEIXÕES: Mais uma época sofrida, será a do Leixões. Tal como no ano passado, o Leixões será das equipas com mais dificuldades em conseguir manter-se na Liga Sagres. A equipa perdeu três jogadores influentes (Ezequias, Filipe Oliveira e Paulo Machado), mas conseguiu atrair alguns jogadores interessantes como Vasco Fernandes, Zé Manuel ou, mesmo, Wesley, que deverá ser a estrela da companhia, dando mais poder de fogo à frente de ataque. Mesmo assim, as gentes de Matosinhos deverão ter muita capacidade de sofrimento. A pré-época tem sido catastrófica e o treinador José Mota, não tem a história do seu lado, já que da única vez em que treinou fora de Paços de Ferreira, não foi nada feliz (o Santa Clara).


MARÍTIMO: O Marítimo está de volta às competições europeias e com vontade de se afirmar, de uma vez por todas, a nível interno. Com um presidente ambicioso e revelando o desejo de ver o clube sempre nos lugares cimeiros, o Marítimo parte para a nova época com um novo treinador, Lori Sandri. Menos conhecido e com menor currículo, Lori Sandri será o substituto natural Lazaroni, já que a filosofia é a mesma. Mesmo tendo perdido alguns jogadores importantes na defesa e no ataque (nomeadamente três titulares na defesa: Ricardo Esteves, Ediglê e Evaldo, para além de Mossoró, Fábio Felício e Kanu no ataque), o Marítimo conseguiu manter os jogadores mais influentes, mantendo a qualidade da época passada. Assim, será necessária haver a devida adaptação ao novo treinador e ver como será este Marítimo versão 2008/2009. Mas, não será descabido ver os madeirenses de novo nos lugares europeus, no final da Liga. Para ajudar aos objectivos do Marítimo, o clube contratou ao Benfica Miguelito, Paulo Jorge e Manú.


NACIONAL: O Nacional, tal como os seus vizinhos do Marítimo, apostam muito nesta nova época. O objectivo é chegar aos lugares europeus. Para isso, o presidente Rui Alves foi buscar Manuel Machado, o último treinador a levar o clube à Taça UEFA. Mas talvez este objectivo seja, para já, demasiado alto. O Nacional perdeu vários jogadores influentes, nomeadamente na defesa. O mercado de eleição dos insulares foi o brasileiro, de onde vieram a maioria dos novos jogadores, como já tem sido hábito. Sendo uma equipa bastante forte a jogar em casa, mesmo com os “três grandes”, o Nacional parte para esta nova época com uma defesa nova e deverá levar o seu tempo até mostrar a coesão que até aqui demonstrou. Isto, se os reforços tiverem qualidade…


NAVAL: A Naval para a sua quarta época consecutiva entre os maiores do futebol português e sempre a subir. O objectivo para a nova temporada passa pela estabilidade, ou seja, manter-se dentro das posições alcançadas nas temporadas anteriores e se possível subir um ou dois degraus. Para além de querer fazer umas gracinhas nas Taças. Com um orçamento ligeiramente superior ao do ano anterior, a Naval foi a rainha das transferências (11 contratações e 12 saídas). Uma autêntica revolução numa equipa que quer manter as boas prestações das épocas anteriores. Na baliza, por exemplo, saíram os quatro guarda-redes, para entrarem três. Inédito nos últimos anos. Com a entrada de tantos jogadores, a concorrência aumentou, o que poderá ser benéfico para a Naval. Algo de benéfico, também, é a continuidade do treinador Ulisses Morais, que assim mantém o mesmo modelo de jogo. Para além disso, a Naval foi buscar aquela que poderá ser a estrela da equipa e que espera que seja o homem-golo – Bolívia – tendo-se tornado na aquisição mais cara do clube. O ponto mais fraco da equipa será as laterais. Mas ainda é tempo de remendar, e se forem melhoradas, a Naval será certamente uma equipa competitiva.


P. FERREIRA: Depois de tanto se discutir as conclusões do caso Apito Final, o P. Ferreira acabou por se manter na 1ª Liga, em detrimento do Boavista. Para esta nova época, o Paços quis quebrar com o passado, deixando cair o treinador José Mota, tão querido em tempos, e dando a batuta a Paulo Sérgio, novo nestas andanças e com novas filosofias para implementar. De um 4x3x3, o Paços de Ferreira, tudo o indica, passará a jogar num 4x4x2. Com esta ruptura, era previsível que houvesse muitas mexidas no plantel. No entanto, isso não se verificou e a grande maioria dos jogadores da época passada mantiveram-se. Muitos desses jogadores já conhecedores da filosofia das gentes da Capital do Móvel. Batalhadores e com grande capacidade de sofrimento. O único sector mais vulnerável da equipa será a linha avançada, já que o Paços não tem, além de William Arthur, um ponta-de-lança com capacidade de finalização. O resto da equipa parece ser equilibrada. O objectivo para a nova época é melhor o 15º lugar, da época anterior, ou seja, não descer.


RIO AVE: O recém-promovido Rio Ave faz parte do clube de equipas que manteve a sua estrutura técnica e boa parte do anterior plantel. No entanto, no caso da equipa de Vila do Conde, este mesmo plantel vem da Liga Vitalis e é o mesmo que desceu de divisão, da última vez que o Rio Ave esteve na liga mais importante do futebol português. A acrescentar a este facto, há a ter em conta o facto de uma boa parte dos jogadores serem veteranos em final de carreira. Será que as pernas ainda aguentam uma época longa e difícil como é a Liga Sagres? Além disso, o Rio Ave parece não resistir à pressão nos momentos decisivos, tal como já o demonstrou nas épocas anteriores. Algo que o treinador deve mudar, se ele próprio conseguir resistir. Em contraponto à veterania, o Rio Ave conseguiu o empréstimo de um dos jogadores mais promissores das camadas jovens do Benfica – André Carvalhas. O extremo esquerdo vai, pela primeira vez, estrear-se na primeira divisão e poderá demonstrar todo o seu futebol. Baixo, veloz e com grande técnica, André Carvalhas tem parecenças com Simão Sabrosa. Poderá ser o tom de irreverência que os vila-condenses precisam para alcançar a manutenção.


SP. BRAGA: Depois da saída de Jesualdo Ferreira, o Sp. Braga nunca mais foi o mesmo, oferecendo aos seus adeptos épocas muito irregulares. Nesta nova época, António Salvador, presidente do Sp. Braga, voltou a apostar forte, para ver o seu clube, de novo, no top do futebol português. Desde logo, foi buscar Carlos Freitas ao Sporting para o cargo de director-desportivo. Depois, apostou num dos treinadores do momento – Jorge Jesus – que sempre por onde passou deixou trabalho feito e bom futebol. Após o treinador foi necessário criar uma equipa competitiva. O Sp. Braga contratou muito para todos os sectores, sendo o meio-campo o que menos mudou. Na baliza, a entrada de Eduardo, que foi estrela no V. Setúbal da época passada, parece quase normal, já que traz mais segurança do que Dani Mallo, Kieszek ou, mesmo, Paulo Santos, em final de carreira. Mas a principal aposta do Sp. Braga foi a frente de ataque. Mossoró, Jorginho, Alan, Wender, Matheus, Linz, Paulo César, Meyong e Rentería, para além de serem, várias soluções, são todas de qualidade. Não será por aqui que o Sp. Braga vai falhar. Os minhotos têm, a seguir aos “três grandes”, o melhor plantel da Liga Sagres. Parece, portanto, que as dores de cabeça de Jorge Jesus serão muito boas. O sector da defesa será, talvez, o mais instável, já que foi aqui que maior revolução se verificou. Mas este Sp. Braga respira saúde.


SPORTING: Com o FC Porto, o Sporting é o grande candidato ao título. Com uma estrutura (directiva, técnica e mesmo em termos de infra-estruturas) completamente estabilizada, o Sporting manteve a maioria do seu plantel, fazendo contratações cirúrgicas. Se na época passada, o Sporting tanto se queixou de ter poucas soluções de qualidade, esta época, os leões têm-nas e com fartura.

Na baliza, os leões têm Rui Patrício que será o titular. Como segundas opções terão o veterano Tiago e o recém-chegado Ricardo Batista. Para além disso, Stojkovic ainda se mantém no plantel, mesmo não fazendo, à partida, parte das opções de Paulo Bento. É uma pena, já que é, sem dúvida, o melhor guarda-redes do plantel.

Na defesa, o Sporting tem para a lateral direita Abel e Pedro Silva, tendo, este último, pouca qualidade para poder jogar. Do lado esquerdo, os leões conseguiram manter Grimi, que traz alguma tranquilidade a este lado, para além de terem Ronny, que, tal como Pedro Silva, não parece ter qualidade para estar neste plantel. No centro da defesa, os leões conseguiram manter a dupla titular da época passada, Polga e Tonel. As outras opções para a central são Daniel Carriço, das camadas jovens do clube e que ainda é bastante jovem e não terá, à partida, muitas hipóteses de poder jogar, e Caneira contratado ao Valência, jogador que já tinha passado pelo clube e que pode fazer todos os lugares da defesa.

No meio-campo, o Sporting conseguiu manter os jovens Miguel Veloso e o influente João Moutinho, que já demonstrou querer sair do clube. Além destes, Romagnoli, Vukcevic e Izmailov (que o Sporting comprou) são importantes para a equipa. Os jovens Adrien Silva e Pereirinha também já demonstraram terem qualidades para entrar no plantel e mesmo serem opções válidas. A novidade neste sector é a entrada de Rochemback que, tal como Caneira, já conhece o clube e vem trazer qualidade ao plantel. Rochemback, mesmo não sendo o mesmo jogador do que da primeira vez que passou por Alvalade (menos rápido, já está acima dos trinta anos), poderá trazer maturidade à equipa.

Por fim, a frente de ataque também é a mesma, com Derlei, Liedson, Djaló e Rodrigo Tiuí. A única novidade é Hélder Postiga, que quererá relançar a carreira e confirmar as suas qualidades. Mas terá ele oportunidades? De todas as contratações será a menos valiosa.

Em conclusão, o plantel parece equilibrado, sendo as segundas opções das laterais os jogadores mais fracos. Além disso, a aposta de Paulo Bento num único sistema de jogo poderá dar algumas complicações aos leões, nomeadamente nas competições europeias. Mas a nível interno, o Sporting é, sem dúvida, candidato.


TROFENSE: Pela primeira vez no escalão máximo do futebol português, o Trofense vai ter muito trabalho pela frente para conseguir manter-se na Liga Sagres. Com um forte investimento no plantel comandado por António Conceição, o Trofense apresenta vários jogadores experientes na primeira divisão. Desde logo na defesa que é o sector mais coeso da equipa. No entanto, a pré-época demonstrou pouca capacidade de finalização. Algo que o treinador terá que contrariar. A formação da Trofa aposta muito nesta época, de forma a puder manter-se ao mais alto nível. Mas terá vida difícil.


V. GUIMARÃES: Para os lados da cidade-berço, o Vitória terá a complicada tarefa de não desiludir, depois de uma época fantástica e histórica. Manuel Cajuda quererá, sem dúvida, subir a parada e manter o Vitória no topo, mas não será nada fácil. Em primeiro lugar, a participação do Vitória na pré-eliminatória da Liga dos Campeões ditou um jogo com a equipa suíça do Basileia, que tem mais experiência na liga milionária. O V. Guimarães encara a nova época com algumas saídas importantes que foram colmatadas. Alan, Geromel, Ghilas e Mrdakovic eram peças essenciais no onze do Vitória. Veremos se as contratações iram fazer esquecer estes jogadores. Manuel Cajuda mantém a sua filosofia de não querer grandes estrelas no seu plantel, apostando mais numa equipa forte pelo seu colectivo, imagem de marca da época passada. Dos jogadores que entraram, destacaria Wénio, que veio do Marítimo, e Nuno Assis, tão mal aproveitado pelo Benfica. Mas o Vitória tem algo de muito importante a seu favor e que muitos clubes gostariam de ter, incluindo dos grandes – a sua massa associativa.


V. SETÚBAL: Tal como o Vitória de Guimarães, o Vitória de Setúbal foi surpreendente na época passada, alcançando o 6º lugar e ganhando a recém-criada Taça da Liga, de forma justíssima. Para tal sucesso, o V. Setúbal teve como comandante um treinador muito competente – Carlos Carvalhal – que entretanto deixou o clube para rumar à Grécia. Assim, os dirigentes dos sadinos optaram por Daúto Faquirá, vindo do E. Amadora e com algumas parecenças com Carvalhal e, também ele, habituado a dirigir equipas com dificuldades financeiras. Faquirá tem pela frente o seu maior desafio e não terá tarefa fácil, já que tem a pressão em não fazer menos, ou muito menos, do que fez na época passada. A favor do treinador está o facto do plantel ser praticamente o mesmo da época passada, sendo que os jogadores que entraram são de qualidade, com destaque para Bruno Moraes, Leandro Lima, Bruno Vale e Bruno Gama. Faquirá também terá a tarefa de não deixar a situação financeira do clube entrar dentro do balneário. Mas este Vitória promete.


Assim, a Liga Sagres promete ser mais competitiva do que na época passada e, mais uma vez, cheia de emoções. Agora, que a bola comece a rolar…

08 julho 2008

Já não era sem tempo


Um ciclo terminou na Selecção Nacional de Futebol. A era Luiz Filipe Scolari terminou e o balanço não me parece ter sido o melhor. Quem me conhece saberá o quanto desejava esta saída. Ao contrário da grande maioria dos portugueses, o Sr. Scolari nunca me entusiasmou e nunca me levou a colocar a bandeira de Portugal na janela, nem mesmo, o cachecol ao pescoço. Durante cinco anos, estive de costas voltadas para uma selecção na qual eu nunca me revi. (Não apoiar a Selecção Nacional não é, ao contrário daquilo que muitos pensam, ir contra a Pátria. Estamos a falar de futebol, não do país e sua soberania.) Foram demasiadas as trapalhadas, os erros e as birras do Sargentão. E os resultados? Com a saída do brasileiro, a maioria do País considerou que este seleccionador fez história pelo seu percurso na nossa Selecção, ao elevá-la a um nível onde nunca tinha chegado. Não posso concordar.

O nível a que o Sr. Scolari pôs a Selecção é o mesmo nível em que ela já estava antes dele chegar. A Selecção Portuguesa já tinha reconhecimento internacional antes da era Scolari. Luiz Filipe Scolari chegou com a performance do Mundial da Coreia e do Japão ainda no pensamento de todos nós. É verdade que essa prestação foi uma catástrofe, mas estivemos lá. Quantas presenças tem Portugal em Mundiais ou Europeus? (Mundiais: 4 (países como o México: 13; Bélgica e Suécia: 11; Estados Unidos e Suíça: 8 têm mais presenças do que Portugal, que está na 29ª posição, dos países com mais presenças, em igualdade com Colômbia, Marrocos, Perú, Tunísia e Arábia Saudita)) (Europeus: 5 (com a Dinamarca à frente com 7 e em igualdade com a Antiga União Soviética, Jugoslávia, República Federal Alemã (países que já nem existem) e a “nova” Alemanha) E se essa campanha do Mundial 2002 foi considerada uma catástrofe é porque a nossa Selecção já tinha algum renome internacional. A Selecção participou no Europeu inglês em 1996, chegando aos quartos-de-final (tal como o Euro que terminou há poucos dias). Depois teve azar na qualificação para o Mundial de França, em 1998. Em 2000, a Selecção (para mim, a melhor equipa que Portugal já teve em competições internacionais) participou no Europeu, na Bélgica e na Holanda, chegando às meias-finais, sendo eliminada pela, na altura, toda poderosa França (campeã mundial e futura campeã europeia). Não quero retirar mérito ao Sr.Scolari, mas ele não conseguiu elevar mais o nível da Selecção, este nível já tinha sido atingido.

A era Scolari começou com o Euro 2004, jogado em casa. A primeira derrota na competição, veio demonstrar a casmurrice do Sargentão, que andou vários meses a colocar uma equipa, quando estava à vista de toda a gente que ele tinha o esqueleto da equipa do FC Porto (campeã da Europa) à disposição. Isto, para não falar da não convocação ou pelo menos explicação para essa não convocação, daquele que considero o último guarda-redes português de nível mundial, Vítor Baía (campeão da Europa com o FC Porto e tendo realizado uma excelente época). Portugal chegou à final, com uma equipa construída pelo treinador do FC Porto, perdendo, em casa, com a Grécia. E repito, em casa!

Outras questões como a dos sub-21, em que o Sr. Scolari veio, a poucos dias do começo do Europeu da categoria, organizado em Portugal, dizer que era ele o “patrão” dos sub-21, fragilizando a posição do então treinador daquela equipa, Agostinho Oliveira. Eu pergunto-me, se ele alguma vez olhou para as selecções mais jovens.

A questão da escolha do Ricardo e a teimosia de colocá-lo sempre a jogar, mesmo quando este não se apresentava nas melhores condições. Esta teimosia, custou a Portugal, a vitória no Euro 2004 (para mim, o Ricardo tem a sua quota-parte de culpa no lance do golo da Grécia, na final do Euro 2004) e a passagem às meias-finais do último Euro, na Suíça e na Áustria. Pena é que, enquanto jogou em Portugal, não se podia dizer mal do Ricardo porque tínhamos, desde logo, os sportinguistas a contrapor com o argumento de que, só se dizia mal do Ricardo por ele ser do Sporting. Até então, ele era o herói nacional… até defendia penáltis sem luvas!

Outras questões ficaram muito mal explicadas. Neste Euro, a questão de não querer os jogadores a negociar possíveis transferências enquanto estavam na Selecção, quando ele próprio estava a negociar com o Chelsea. Ou mesmo, a total liberdade que deu após o jogo com a Rep. Checa. Lamentável.

Foram demasiadas as trapalhadas e não quero estar a sacrificar o Sr. Scolari. Não foi tudo mau, como é óbvio. O Sr. Scolari trouxe organização à Selecção Nacional. Para além disso, o Sr. Scolari conseguiu que a população voltasse a torcer pela Selecção, com tudo aquilo que tem de bom e de mau. (Como referi, no início do texto, quem apoiava a Selecção era o “bom português”, quem não apoiava era “mau português”, para não falar das “parolas” conferências de imprensa com cantores “pimba” ou do mau trabalho dos jornalistas portugueses, durante as fases finais dos Euros e do Mundial, que retiraram a sua camisola de jornalistas para vestir a de Portugal (isto é que são jornalistas)).

Concluindo, o Sr. Scolari foi contratado para ganhar (não nos podemos esquecer, que ele veio como Campeão do Mundo, com um ordenado bem chorudo) e falhou. Não conseguiu elevar, mais do que estava, o prestígio da Selecção. E mais, com esta contratação (de Scolari), foi colocado em perigo o futuro das Selecções Nacionais, já que como referi anteriormente, o Sr. Scolari veio para treinar a Selecção A, nunca dando muita importância às selecções jovens. Para além disso, nem sempre foram convocados os melhores, nem me lembro sequer de ele ter observado jogos (tirando as finais da Taça de Portugal, em que ele era convidado), para poder ver os jogadores em acção.

O Sr. Scolari é um treinador médio, tem como principais pontos em seu favor, a motivação dos jogadores e a criação da união de grupo. No entanto, no que toca à questão táctica, o Sr. Scolari é um fracasso. Agora, só espero para vê-lo a treinar em Inglaterra e a lidar com os jornalistas ingleses (ele que tanto se queixava dos portugueses).



PS: o Sr. Scolari teve, durante todo o tempo em que permaneceu em Portugal, toda a liberdade para fazer o que queria. Várias situações, algumas referidas por mim nas linhas anteriores, poderiam ter sido evitadas, se a Federação Portuguesa de Futebol tivesse à sua frente um Presidente que se conseguisse impor. Nunca ficou bem claro, quem realmente mandava em quem (Madaíl em Scolari ou Scolari em Madaíl).

Se me permitem, deixo já a minha preferência para o novo seleccionador. Terá defeitos como todos nós, mas, se Portugal teve uma Selecção competitiva, nos últimos 10-15 anos, deve-se a uma pessoa – Carlos Queiróz.

02 julho 2008

Euro 2008: Y vive Espanha!


Futebol espectáculo, de qualidade, privilegiando a troca da bola, assim se pode traduzir a forma de jogar da equipa que venceu o Campeonato da Europa de Futebol, que terminou no passado domingo 29. Reinou o futebol de ataque. Para todos os amantes deste tipo de futebol, como eu, foi uma grande vitória, pondo fim, às vitórias de equipas mais cínicas, como a Grécia, no Euro 2004, e a Itália, no Mundial 2006. A equipa espanhola demonstrou que o futebol se ganha pelo seu colectivo, e não pelo número de estrelas que uma equipa possui. Além disso, a Espanha também demonstrou a importância que tem o meio-campo de qualquer equipa de futebol. Mesmo não tendo uma defesa de grande qualidade (à excepção de Sérgio Ramos), e com um ataque, por vezes, com um único avançado, o meio-campo é (no futebol)/foi (na Espanha) o sector crucial, tanto a atacar, como a defender. Com um leque de jogadores de altíssimo nível, tanto no campo como no banco, os espanhóis levaram a taça 44 anos depois. Uma surpresa para mim, confesso.


No que toca ao balanço deste Europeu, destacaria pela positiva e pela negativa, respectivamente:


1) Aposta ganha do futebol espectáculo/ofensivo (Espanha, Holanda, Croácia, Portugal, etc. …);
2) Emoção e grandes golos;
3) Estádios cheios com paisagens em fundo deslumbrantes;
4) Imagens aéreas dando uma nova perspectiva do jogo – câmara “aranha” deve continuar;


5) Lesões, várias delas graves – talvez seja necessário rever a calendarização de todo o futebol e o respectivo número de jogos;
6) Organização deixou um muito a desejar. Os Fan Park foram, na sua maioria, instalados nos arredores das cidades, de forma a não incomodar a rotina dos locais, que pouco se envolveram na festa (é o preço a pagar por dar a organização a países onde o futebol tem pouco expressão);
7) Condições climatéricas – tendo passado parte da minha infância e adolescência na Suíça, não me recordo de mudanças climatéricas tão radicais, no espaço de um único dia – efeitos do aquecimento global.

No que toca a equipas e jogadores, o balanço é:


1) Espanha, Holanda, Rússia, Croácia e Turquia.
2) Senna, Xavi e David Silva (Espanha), Sneijder e Engelaar (Holanda), Pepe e Deco (Portugal), Modric (Croácia), Arshavin e Pavlyuchenko (Rússia), Ballack (Alemanha).


3) Rep. Checa, França, Itália e Suécia.
4) Luca Toni (Itália), Patrick Vieira e Henry (França), Cristiano Ronaldo (Portugal).