29 março 2008
No entanto, estamos a chegar a um ponto de situação muito grave. Para além do referido anteriormente, os professores estão a sofrer na pele esse crescente descrédito. As mais recentes notícias de violência de alunos contra professores têm sido abertura dos telejornais. Esta nova guerra na sociedade tem como principais culpados: todos nós. Não estou aqui a martirizar os professores, nem a fazer de “advogado do diabo”, já que não concordo em muitas questões defendidas pela classe. No entanto, a situação chegou a um nível muito perigoso. A situação ocorrida na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, é muito grave e acaba por ser a ponta do icebergue. Muitos outros casos acontecem e nunca chegam a ser divulgados nos media ou mesmo na própria escola. É por isso, que a aluna deve ter um castigo exemplar, para que esta geração e toda a sociedade reflictam.
O professor tem um papel muitíssimo importante na sociedade, já que é ele que transmite o conhecimento às novas gerações e é o garante de uma sociedade mais civilizada. Colocando de lado a questão da qualidade do ensino ou dos próprios professores, já que não é isso que está aqui em jogo, o professor deve ser respeitado por todos nós, pelo seu papel na sociedade e, pura e simplesmente, por ser uma pessoa igual a todas as outras. É comum ouvirmos os nossos pais dizerem-nos como os professores eram rígidos, no seu tempo, e como os seus próprios pais davam a liberdade aos professores para colocarem os seus filhos “na linha”. Hoje, acontece o contrário. Os alunos vão para a escola sem qualquer interesse e respeito pela instituição “escola” e pelos seus professores. Para além disso, ainda têm o apoio dos pais que, eles sim, deveriam educar os seus filhos (também aqui é uma ideia generalizada de que os professores é que devem dar educação aos alunos.) Os pais não participam, em muitos casos, na vida escolar dos filhos, entregam-nos à escola, e os professores que façam o que lhes compete e mais ainda. Mais grave ainda, os pais protegem os maus comportamentos dos seus filhos, tendo o descaramento de aparecerem na escola gritando com os profissionais do ensino. “Porque o meu filho em casa não é assim…”, “porque ele não está a passar um período muito bom…”, etc, etc, etc…
Que este caso seja um exemplo para todos os outros alunos do país e que nos faça reflectir em relação aos nossos comportamentos… pouco cívicos.
08 março 2008
Tons de mudança
Durante estas semanas, foram inúmeros os acontecimentos marcantes que foram noticiados, uns mais do que outros, pelos media internacionais. Seria humanamente impossível e tornar-me-ia repetitivo escrever sobre todos eles ou mesmo sobre os mais importantes. Desta forma, para este regresso, decidi trazer quatro temas que poderão ser o início de novas etapas, em diferentes regiões do globo.
Em primeiro lugar, o acontecimento mais significativo foi o afastamento, por vontade própria, de Fidel Castro, de todos os cargos de poder da República de Cuba. Este afastamento, para já, e ao que tudo indica, será só aparente, já que Fidel, líder incontestado da revolução cubana, continuará a opinar sobre os acontecimentos que marcam o dia-a-dia do país no jornal do Partido Comunista Cubano e terá sempre influência, no rumo a dar a Cuba. Para o seu lugar, foi eleito, no passado dia 24 de Fevereiro, o seu irmão Raúl Castro, de 76 anos, que já estava a chefiar o Conselho de Estado, em substituição de Fidel, devido à doença deste último.
Goste-se ou não da pessoa ou das suas ideologias socialistas, Fidel Castro marcou a história do século XX, pela coragem que sempre demonstrou em fazer frente aos todo-poderosos Estados Unidos da América (EUA), em nome dos “oprimidos” ou do movimento dos não-alinhados. Após 49 anos de poder, Fidel afasta-se, pelo menos dos cargos políticos. Este facto é o virar de página da história cubana. Não é o fim, nem sequer o início do fim da ditadura, mas poderemos estar perante o início de algumas mudanças da ideologia comunista que governa o país. Haverá uma abertura gradual ao exterior. É, sem dúvida, a modernização do regime, tal como, sucedeu na China. Os próximos anos nos esclareceram…

Em segundo lugar, e menos mediático que o primeiro, foram as eleições presidenciais em Chipre. A subida ao poder de Demetris Christofias, poderá ser uma viragem para o país, situado no mar Egeu, e dividido desde 1974. A sul da ilha, a República de Chipre (pró-grega), reconhecida pela comunidade internacional e membro da União Europeia desde 2004, a norte, a República Turca de Chipre do Norte (pró-turca), reconhecida unicamente pela Turquia. Os dois Estados têm como capital, Nicósia, que é a última capital europeia dividida. Em 1974, reagindo a um golpe dos cipriotas gregos, que queriam a união com a Grécia, a Turquia invadiu a ilha, ocupando a parte norte.
Christofias já demonstrou vontade em encontrar-se com o seu homólogo do norte, algo impensável, com o anterior chefe de Estado, Tassos Papadopoulos. Com esta eleição, a população do lado grego, demonstrou vontade de mudança, relativamente ao processo de reunificação. Os próximos meses serão decisivos…

O terceiro exemplo que trago aqui e que demonstra alguma mudança na política internacional em algumas partes do globo, é a recente visita do Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, ao Iraque. Pela primeira na história, um presidente iraniana pisou solo iraquiano. Um marco histórico que durou quarenta e oito horas e que representa a reaproximação de dois países que já foram inimigos. Para além disso, há a realçar duas consequências desta mesma visita. Em primeiro lugar, a possível aproximação entre o Irão e os EUA, tendo o Iraque como intermediário. Nos últimos meses, foi notório o apaziguamento das relações entre Irão/EUA, nomeadamente no que toca à questão do programa nuclear iraniano, tendo os EUA apresentado um relatório dos seus serviços secretos realçando o fim desse mesmo plano em 2003.
A segunda questão a realçar desta visita de Ahmadinejad ao Iraque, serve para demonstrar um certo ascendente do seu país naquela região. Com o ataque dos EUA ao Afeganistão e ao Iraque – afastando regimes políticos hostis a Teerão – proporcionaram ao Irão uma importância regional que não tinha até agora. Mais visitas entre os dois governos se perspectivam nos próximos tempos…

Por fim, e como último caso de mudança, temos a Coreia do Norte. A Coreia do Norte é uma ditadura socialista rigidamente centralizada, com o poder nas mãos de Kim Jong Il. Parece surpreendente, mas é verdade. O regime coreano entreabriu as portas do país para acolher um concerto da Filarmónica de Nova Iorque em Pyongyang, capital norte-coreana. Tal como no exemplo anterior (do Irão), aqui também verificamos algum desanuviamento das relações entre os EUA e a Coreia do Norte (tal como o Irão, membro do denominado (pelos EUA) “Eixo do Mal”). Este evento marcou a primeira deslocação da maior instituição cultural norte-americana àquele território. Além disso, esta deslocação significou a maior presença de cidadãos norte-americanos em solo norte-coreano, desde o fim da guerra da Coreia, em 1953. Para 2009, Kim Jong Il vai reabrir as portas do país para outro concerto, e desta vez será… Eric Clapton.

25 dezembro 2007
Assim vai o Natal

Com o tempo surgiram as tradições natalícias que foram suplantando o valor religioso do Natal e abriram a festa a manifestações mais profanas, ainda que outras tenham surgido como forma de homenagem e louvor ao menino Jesus.
Mais uma vez, chegamos a essa data e o mundo está em êxtase com a época natalícia. No entanto, os valores e significados desta época já não são o que eram. As pessoas já não dão a importância àquilo que verdadeiramente é o Natal. Nem sei se festejam, realmente, o Natal.
Hoje, o Natal é feito de idas constantes aos supermercados e aos centros comerciais, com regressos a casa com inúmeros sacos. Presentes e mais presentes. Para os amigos, para os vizinhos, para a/o esposa/esposo ou, mesmo, para os próprios. Os almoços de família antes do grande dia são passados a saber o que uns e outros querem receber. Presentes e mais presentes. Uns úteis outros nem por isso. (Parece que a moda, este ano, é o GPS, que toda a gente quer e ninguém sabe bem porquê e para quê. Pessoalmente, acho que é a nova decoração que os portugueses encontraram para colocar nos seus automóveis, tal como foi, anteriormente, o CD no retrovisor ou a almofada rendada no vidro de trás).
Dezembro tornou-se na época por excelência, onde todas as pessoas são solidárias (como se durante o resto do ano não houvesse pessoas a viver na rua ou a passar muitas dificuldades) (Já agora, aproveito para deixar a sugestão aos órgãos competentes que se proclame o mês da solidariedade (tal como existe o dia disto ou daquilo)). Todos são amigos uns dos outros, contrastando com a má disposição existente durante as outras épocas do ano. O Natal é uma festividade religiosa que todos (incluindo ateus, agnósticos e quaisquer outros palavrões como esses) utilizam como pretexto para mergulhar os seus impulsos consumistas nos centros comerciais, gastando o que podem e o que não podem. De ano para ano, batem-se recordes de envios de sms’s e de transacções através do Multibanco. Milhões de euros todos os anos! Os Belmiros de Azevedos e os Jardims Gonçalves agradecem! Dizem-me que o Natal é uma festa de família, de reunião. Mas, será que é necessário haver o pretexto do Natal para as famílias se reunirem?
Por fim, venera-se um boneco criado em 1931 pela Coca-Cola para uma campanha publicitária da marca (figura essa inspirada em São Nicolau Taumaturgo, Arcebispo de Mira).
Assim vai Portugal e o Mundo no ano de 2007.
28 novembro 2007
27 novembro 2007
Foram muitos os debates e comentários sobre o assunto. Uns a favor do Rei Juan Carlos, outros em defesa de Hugo Chávez. Quem terá razão? Nenhum. Quem ficou a ganhar? Sem dúvida, o presidente venezuelano, que mais uma vez consegue irritar-nos.
As ilações a tirar, em primeiro lugar, são que o Rei Juan Carlos foi contra todos os manuais de protocolo e todas as regras básicas de boa educação, ao mandar calar um Chefe de Estado (que muito defendem, democraticamente eleito (mas chegado ao poder através de um golpe de estado e constantemente reeleito através de muitas pressões junto dos cidadãos venezuelanos)). No entanto, o rei fez aquilo que muitos de nós (opinião pública), e muitos dos dirigentes dos países ocidentais, gostariam de ter feito, mas que em nome da “realpolitik”, nunca se atreveriam a fazer, já que seria quebrar as relações diplomáticas com um dos países com maiores stocks de petróleo do mundo. Sem querer fazer do Rei Juan Carlos um herói, bem pelo contrário, também não o quero crucificar, como vi durante estes dias, em muitos medias. Para além disso, e para os mesmos que quiseram “acabar” com o rei espanhol, Chávez também ele não esteve bem. Que eu saiba, quando outra pessoa está a falar, não se interrompe. Mas vindo dele, não tem importância, já que ele é um anti-Estados-Unidos, anti-globalização e, talvez, anti-tudo o que mexa neste mundo.
O segundo ponto a realçar, e talvez o mais importante, é a importância desta “cumbre” Ibero-americana. Para que serve? Qual a sua finalidade? O que defende? Ainda não percebi. O que sei, é que foi um fracasso total e só foi notícia devido ao sucedido. Esta cimeira, mais pareceu uma luta entre o Império espanhol e as suas colónias, com sede de independência. Para além de Chávez, também o Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega (“companheira de estrada” de Chávez), levou o Rei espanhol a abandonar a sala. Esta cimeira demonstrou a crescente mudança nas lideranças dos países sul-americanos, passando estes a ter à sua frente políticos populistas que não sabem o significado de palavras como democracia ou liberdade de expressão (Bolívia, Venezuela, Nicarágua e a mais antiga, Cuba). (Antes que me acusem de defender os chamados países ocidentais, relembro uma das citações mais conhecidas de Winston Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos")
Há também a ter em conta, a falta de firmeza da presidente chilena, Michelle Bachelet, que deveria ter interrompido Chávez, para evitar o sucedido, e para este deixar o primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero, falar.
No entanto, lá temos que engolir com estes senhores, em nome da já referida “realpolitik”, já que eles têm petróleo e gás natural.
PS: enquanto escrevo estas linhas, passam imagens no telejornal, de confrontos na Venezuela, entre a polícia e manifestantes, contra a nova Constituição que poderá levar Chávez a perpetuar-se no poder.
22 novembro 2007
Mais do mesmo...

07 outubro 2007
06 outubro 2007
Os monges saíram à rua
Myanmar é, actualmente, dirigida por uma junta militar, que se auto-intitula Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento. Esta junta é composta por dezanove generais, liderados pelo septuagenário Than Shwe. Durante muitos anos, a mais antiga ditadura militar do mundo criou laços com a hierarquia religiosa do país, investindo na reabilitação e construção de templos. Era para eles, uma forma de limparem as suas almas. (De referir, que Myanmar é um país muito religioso e que os monges são, a seguir à junta militar, o grupo com maior poder no país).
Os protestos começaram a 5 de Agosto, quando a junta militar decidiu aumentar o preço dos combustíveis para o dobro. Durante uma dessas manifestações, três monges foram feridos involuntariamente. Foi o suficiente para os monges saírem às ruas das principais cidades do país e juntarem-se à população civil. (Há a ter em conta que Myanmar é um dos países com a população mais pobre da Ásia. No entanto, tem uma riqueza incalculável, desde petróleo, pedras preciosas e gás natural (estima-se que as jazidas de gás natural representem 10% das reservas mundiais).
A resposta dos militares foi brutal. O país foi literalmente fechado ao exterior. Os servidores de Internet foram deitados a baixo, cortaram-se as comunicações telefónicas internacionais, perseguiram-se e calaram-se os jornalistas, apreenderam-se telemóveis, computadores e máquinas fotográficas, cercaram-se mosteiros, detiveram-se monges e opositores. Conclusão: oficialmente, nove pessoas morreram. Mais de 200, segundo os movimentos dissidentes.
A nível internacional pouco ou nada se tem feito (tirando as “sempre” “inúteis” sanções). A comunidade internacional tem tido muito cuidado neste caso. E existem razões para isso. Então vejamos. Desde a independência da Birmânia, em 1948, que a única instituição a funcionar como unidade interna do Estado e da sua integridade territorial são as Forças Armadas. O país apresenta uma das maiores diversidades étnicas do mundo. Mesmo o maior grupo de oposição, a Liga Nacional para a Democracia, liderada pela prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, não tem, ainda, uma organização unitária. Assim, percebe-se o temor da comunidade internacional, que receia um vazio no poder, susceptível de iniciar um processo desintegrador, capaz de ameaçar a segurança na região.
No entanto, outros interesses se sobrepõe. A Rússia e a China já manifestaram o seu desagrado, no caso de sanções por parte da ONU. Totalmente compreensível, já que a China é dos principais apoiantes da junta militar birmanesa. Para além disso, tem avultados investimentos no país. Mas terá a comunidade internacional coragem de enfrentar a China e a Rússia? Até agora parece que não… É por isso, que temos de ser nós (opinião pública) a não deixar, estes temas, caírem no esquecimento.
29 setembro 2007
A polícia está de volta
São aproximadamente 17h20 quando chego ao Estádio Nacional. As portas acabaram de abrir há vinte minutos. Dentro do estádio ainda são poucos, aqueles que vieram ver a banda de Sting, Stewart Copeland e Andy Summers. Junto ao palco, algumas dezenas de fãs já estão sentados, a guardar o melhor lugar para apreciar o espectáculo. A tarde começa a esfriar. Com os minutos a voar, as pessoas vão chegando. Já se vêem pessoas de todas as idades. No bar encontro um casal de ingleses com dificuldades em comunicar com o barman. Querem saber a que horas começa a primeira banda. Apercebendo-me da cena, dou a informação que o casal desejava. Os dois ingleses terão aproximadamente sessenta anos. Quando regresso ao local que, entretanto, escolhi para me deliciar com os êxitos de Sting e companhia, vejo ao meu lado um jovem, aparentemente vindo directamente da escola, a fazer os trabalhos de casa. Curiosa a diferença de idades encontrada num curto espaço de tempo, penso eu. Mas talvez não. Afinal de contas, The Police separaram-se há vinte anos, mas as suas músicas perduraram durante todo este tempo e os jovens de hoje ainda as ouvem. São poucas as bandas que se podem “gabar” de perdurar no tempo, como o fizeram os Police. Mas qual o segredo deste sucesso, penso eu? Talvez o facto de se terem separado precocemente, quando ninguém estava à espera?
Começam a ver-se as primeiras movimentações, em cima do palco. São 20h15. É a banda de suporte que entra, com uma hora e quinze minutos de atraso. Atraso que se justifica pela, ainda, pouca afluência. Quem anda na estrada, perceberá o quão difícil é tocar para “meia dúzia de gatos-pingados”. Mas, é o Sting?! Não. É o seu filho Joe com a sua banda, os Fiction Plane. Iria jurar que era o Sting! Incrível como o puto (30 anos?!) é parecido com o pai, nos inícios dos Police. Teremos entrado na máquina do tempo? Teremos voltado trinta anos atrás? Impossível, eu ainda nem era um projecto, nessa altura. Acho que estamos mesmo em 2007. Para além de se parecer com o pai, também é baixista, e é o líder de uma banda com três elementos. Não serão semelhanças a mais com os Police? A música começa. O ar reggae também lá está, mas misturado com um rock mais agressivo. Para além de ser parecido fisicamente, também tem a voz imensamente idêntica ao pai. Está no bom caminho. Tocam uma hora. Durante esse tempo, o recinto viu o seu espaço encurtar. Enquanto no palco ainda se perfilam as mudanças de instrumentos, no resto do estádio as pessoas vão se aproximando. São 21h45 quando, enfim, e depois de uma longa espera, os Police entram em palco. A plateia não consegue conter-se. Ouvem-se os primeiros acordes de “Message in a Bottle”. O espectáculo começou. Eles estão de volta! Sting à esquerda, Andy Summers à direita e Stewart Copeland no meio e mais atrás. Com algumas rugas a mais, o jeito continua lá. Melhores do que nunca. Atrás deles, três ecrãs gigantes. Para além disso, mais dois ecrãs gigantes de cada lado do palco, sem contar com grandes efeitos de luz. As músicas vão passando. O público vai acompanhando as letras. “Walking On The Moon”, “Don’t Stand So Close To Me”, “Every Little Thing She Does Is Magic”, “De Do Do Do, De Da Da Da” e a inevitável e, para mim, das mais desejadas “Roxanne”. É tempo de fazer uma pequena pausa. A banda retira-se. O público quer mais. Os Police voltam ao palco, depois de poucos minutos. Reiniciam o espectáculo com “King Of Pain”, seguido de “So Lonely” e a conhecidíssima “Every Breath You Take”. Por fim, chega a última música “Next To You”. A banda agradece e volta a retirar-se do palco. Desta vez, definitivamente. Ainda reside alguma esperança, no meio do público, que eles voltem ao palco. Mas, depressa é dissipada com o surgimento da iluminação artificial do estádio. Acabou. Parece que sim. Pouco mais de duas horas?! Passou a voar. Acho que toda a gente queria mais. Eu, pelo menos, queria. Terminou, aquela que poderá ter sido a última actuação dos Police em Portugal. As pessoas vão saindo a conta-gotas. No palco, dezenas de homens vão acotovelando-se, desmontando todo o material para encher a quinzena de camiões estacionados da parte de fora do recinto, prontos para seguir para outro ponto do globo.
Já cá fora, as pessoas vão comentando alguns aspectos do concerto. No regresso a casa, vou ouvindo excertos de uma entrevista de Stewart Copeland a uma rádio nacional, que patrocinou o espectáculo. Chegado a casa, é tempo de descanso, é tempo de fazer um balanço. Largamente positivo. Grande concerto. Boa moldura humana (trinta e cinco mil pessoas), mas longe do que eu esperava. No entanto, compreensível por o concerto ter sido a uma terça-feira e, essencialmente, pelo elevado custo dos bilhetes. Desejo: que um dia regressem…
31 agosto 2007
Ensino Superior... às prestações
Sendo assim, e dentro da linha traçada pelo actual Governo, o primeiro-ministro José Sócrates anunciou, na semana passada, uma nova medida de apoio financeiro aos actuais e/ou possíveis candidatos ao ensino superior e investigadores. Esta medida passa por um empréstimo bancário em condições excepcionais, até 25 mil euros. Para além disso, o Estado deposita uma caução inicial junto do banco que conceder o empréstimo. Em compensação, o aluno não poderá chumbar de ano, sob pena de perder o empréstimo e ter um bom aproveitamento escolar durante os anos de curso. Uma medida interessante, que poderá abrir as portas de um curso universitário a muitos jovens que não teriam possibilidades para tal. Mas, com tanta oferta, não será de desconfiar? Quando os Governos (independentemente da cor política) oferecem muito, há que desconfiar.
E há mesmo, já que como qualquer empréstimo, terá que ser pago. Assim, depois de concluírem os seus cursos terão um ano de carência e só depois começarão a pagá-lo, durante um máximo de seis anos. Ora, tal como estão as circunstâncias, será necessário que o recém-licenciado encontre emprego dentro desse ano de carência. Caso encontre, terá de suportar um encargo “extra”, logo no início da sua vida de trabalhador. Mas se não encontrar o bendito emprego? Quem pagará por ele? Os pais, que muito possivelmente já terão os seus próprios empréstimos para resolver? A banca não vai, com toda a certeza, ficar sem o seu dinheiro. Ah! Deve ser o Estado que paga! Ou talvez o primeiro-ministro?!
O único fim que consigo vislumbrar desta medida é o, ainda, maior enriquecimento do sector bancário, que é o sector que apresenta os maiores lucros no nosso país. Todos os anos se batem recordes de lucros neste sector, que vão subir ainda mais. Para além disso, está-se a criar toda uma sociedade “empréstimo-dependente”.
Não é que os fins desta medida sejam maus. Mas, não seria mais justo um reforço na fiscalização da atribuição das bolsas de estudo? Talvez, fiscalizar os muitos empresários, com os seus BMW e Mercedes topos-de-gama, que só declaram o salário mínimo nacional e conseguem que os seus filhos consigam bolsas de estudo, não? Com certeza que daria para abrir horizontes a muitos jovens… sem os endividar.
23 agosto 2007
Saída anunciada?
Foi preciso jogar-se a primeira jornada do campeonato nacional, para o presidente encarnado despedir o treinador Fernando Santos. Mas será que o culpado pelos maus resultados é mesmo Fernando Santos. Será que a “crise” encarnada não é mais profunda do que parece? Vejamos a questão mais aprofundadamente.
Em primeiro lugar, é necessário ver algumas questões estruturais, nomeadamente, no que toca aos adeptos. O Benfica tem uma massa adepta que vive a paixão pelo seu clube de uma forma muito diferente do que qualquer outro clube em Portugal. Não é que seja mais apaixonado ou não, simplesmente, vive de uma maneira muito diferente. Essa paixão tão intensa leva ao estrangulamento da própria equipa e do clube. É uma sensação difícil de descrever. Desta forma é muito difícil, à partida, treinar ou jogar no clube. Qualquer substituição errada (na opinião dos adeptos) ou qualquer mau passe de um jogador é severamente punida com uma monumental assobiadela. Não é por acaso que muitos treinadores ou jogadores passaram pelo “Glorioso” e que não foram felizes, demonstrando o seu real valor noutros clubes. Fernando Santos foi mais um treinador que não conseguiu entrar para as páginas douradas do clube da Luz.
Em segundo lugar, o treinador Fernando Santos nunca foi bem amado no clube. Desde que assumiu a posição de treinador, há um ano atrás, que os adeptos nunca gostaram dele. Nunca foi uma escolha bem vista para os lados do terceiro anel. Treinador pouco carismático, nunca foi compreendido pelos adeptos e a sua permanência na equipa técnica, no fim da época passada, foi (aí sim!) uma surpresa.
No entanto, a questão para esta instabilidade vem não do treinador, mas sim, da organização do clube. Ou, da falta dela. No sábado, após o jogo com o Leixões, o capitão da equipa (Nuno Gomes) veio dizer que a equipa não teve tranquilidade desde o início da pré-época. Mas, para quem foram estas palavras? Para o treinador? Para o presidente? Para os adeptos? Para a comunicação social? Aquilo que poderemos dizer à primeira vista, é que o Nuno Gomes colocou o dedo na ferida. Durante toda a pré-época, o Benfica não saiu das páginas dos jornais, e não por questões de contratações, como é habitual durante esta época. Questões como a OPA de Joe Berardo sobre o clube e as declarações deste em relação ao Rui Costa e à equipa, por exemplo, não devem ter ajudado muito. Para além disso, a saída de Simão Sabrosa que, sabe-se agora, com a entrevista de Fernando Santos à RTP, nunca, neste defeso, demonstrou intenções de sair do clube. Quando Fernando Santos dizia que perder Simão seria um verdadeiro pesadelo, não estaria à espera que dois dias depois, o perdesse mesmo. Depois, veio o caso Manuel Fernandes que, é convocado para o jogo com o FC Copenhaga de manhã e à tarde já está com um pé no Everton, sem que o treinador tenha sido avisado antecipadamente. Algo curioso, não?
O verdadeiro culpado desta situação é o presidente Luís Filipe Vieira que nunca deveria ter mantido o treinador Fernando Santos no seu posto, no fim da última época. José António Camacho já deveria ter iniciado a época. Para além disso, não deveria delegar a chefia do futebol profissional na sua pessoa, tal como o Fernando Santos referiu na entrevista acima referida. Luís Filipe Vieira não tem competências para dirigir o futebol, o clube e, para além disso, a sua carreira empresarial, ao mesmo tempo. Por isso, a saída de José Veiga de director-desportivo foi uma grande baixa para o clube. Goste-se ou não dele e do seu estilo, era uma pessoa que tinha conseguido manter o plantel tranquilo e “blindado”. Essa questão resolve-se, de alguma forma, com a vinda de José António Camacho, já que este gosta de ter mais preeminência na gestão do plantel profissional. (De referir, que Camacho saiu do clube por divergências com José Veiga). No entanto, Luís Filipe Vieira já anunciou que Rui Costa ficará como director-desportivo na próxima época, “queira ele”. Mas, ainda não houve nenhuma resposta por parte do Rui Costa. E com a vinda de Camacho, essa posição não estará já ocupada? Nessa altura, não haverá sobreposições de cargos?
O presidente Vieira, com esta situação, sai fragilizado e só. Se, por um lado, conseguiu rentabilizar uma grande empresa, ainda não conseguiu criar condições para que a equipa de futebol consiga ganhar títulos com regularidade. Para além disso, existe alguma desorganização no clube. O senhor Vieira deveria estar mais preocupado em dar estas condições ao Benfica, do que em falar constantemente do Apito Dourado (ou não?). Será o início do fim?
21 agosto 2007
O futebol está de volta
Mais uma temporada, mais um ano de esperança para os milhões de adeptos do desporto-rei, em verem as suas equipas a lutar para chegarem à glória. Uns com objectivos de serem campeões, outros de chegarem aos lugares da tabela que dão acesso às competições europeias, e ainda outros, a evitarem descer de divisão. A emoção a cada jogada, as bolas aos postes e aquilo que todos queremos, os golos! Mas também, os rádios, em cada esquina, a gritarem, os pénaltis não marcados, as romarias aos estádios...
- Campeonato pouco competitivo (comparando com os campeonatos espanhol, inglês, italiano, etc.);
- Poucas equipas de renome (tirando os "três grandes");
- Falta de ambição da grande maioria dos clubes portugueses nas competições europeias;
- Ordenados baixos;
- Carga fiscal.

O Sporting foi, na minha opinião, a equipa que melhor se reforçou para a nova época. Para além de não ter perdido jogadores muito importantes, reforçou-se com, em alguns casos, jogadores melhores do que aqueles que saíram. Vejamos. Os leões perderam o seu guarda-redes titular. Para o lugar de Ricardo (de quem não gosto, confesso) veio o jovem sérvio Stojkovic (23 anos), que me parece francamente melhor que o, agora, guarda-redes do Bétis de Sevilha. Depois temos a saída mais relevante - Marco Caneira. O jogador que pertence ao Valência era polivante e era capaz de ocupar todas as posições do sector mais recuado da equipa. Para além de Caneira, também Tello é uma saída importante. O jogador saiu em conflito com o clube. Para substituir estes dois laterais vieram o eslovaco Marian Had e o brasileiro Pedro Silva (que já passou pela Académica sem dar muito nas vistas) e que são uma incógnita. O futuro dirá se farão esquecer os antigos laterais leoninos. No meio-campo, a entradas de Izmailov e Vukcevic só vieram reforçar em qualidade a equipa do Sporting, dando mais opções de qualidade a Paulo Bento. De realçar, também, a inclusão de (mais) um jovem médio das escolas do Sporting: Adrien (nome a recordar!). Para o ataque, a entrada Purovic parece-me também acertada, pelo menos parece-me melhor que qualquer um dos avançados que estavam na equipa no ano passado (Alecssandro e Bueno). Por fim, a entrada de Derlei. (É só por acaso que ficou para último). Derlei é um avançado que dá tudo o que tem e o que não tem em campo. Batalhador, nunca dá uma jogada por perdida. É um bom avançado, sem dúvida, e é muito melhor do que os dois que passaram pelo Sporting na época passada e que já referi. No entanto, não creio que voltemos a ver o Derlei dos tempos do Porto (devido à idade mas ,especialmente, à grave lesão que teve enquanto jogou na Rússia).

21 junho 2007
Novo Sinatra?

Depois de lançar o CD/DVD ao vivo "Come Fly With Me", Bublé editou o seu segundo álbum de estúdio, "It's Time", em 2005. Seguiu-se um novo álbum ao vivo, "Caught in the Act", no final do mesmo ano, e vários álbuns natalícios pelo meio.
Já este ano, Bublé lançou o seu terceiro disco de estúdio, "Call Me Irresponsible", que tem como single de apresentação o tema original "Everything". Todos os registos já lhe valeram mais de 12 milhões de discos vendidos em todo o mundo.
Actualmente, Michael Bublé vive em Vancouver, no Canadá, com a sua mulher, a actriz Emily Blunt ("O Diabo Veste Prada").
Pessoalmente, acho que estamos na presença de um cantor extraordinário que poderá superar Sinatra. Por enquanto, o rádio do meu carro ainda não se queixou de o ouvir e eu também não. Por isso, recomendo, vivamente, este último álbum, que já ouvi de trás para a frente e de frente para trás. Fantástico!
PS: mais uma sugestão, o álbum "Michael Bublé & Frank Sinatra - The Kings of Swing".
20 junho 2007
Parado no tempo! (Parte II)
Ao longo dos últimos meses foi, nacionalmente noticiada, a questão da possível venda dos dois balneários das Termas de São Pedro do Sul e de parte do capital social da empresa que as gere (Termalistur), por parte da Câmara Municipal (CM) a privados. Entre o vende, não vende e as várias trapalhadas do Executivo camarário, em relação a este tema, decidiram não vender… para já! Outra questão relativa às termas e também noticiada nos vários jornais de referência do nosso país foi a “tardia” (acrescento eu!) remodelação do balneário D. Afonso Henriques e o forte investimento a que isso leva.
Essa remodelação vai custar ao erário público dez milhões de euros, dinheiro que a CM não tem. De todo! Nem para remodelações, nem para nada. Vejamos. A 31 de Dezembro de 2006, a Câmara Municipal apresentava um passivo de €21.688.237,18. Ora, acrescentando os dez milhões da remodelação do balneário, SPS vai subir uns quantos lugares na tabela dos munícipes mais endividados do País (já é o oitavo). Agora, a questão que deixo aqui é a seguinte, como é possível deixar chegar as finanças da autarquia a este ponto, quando não existem obras de relevo, importantes para o desenvolvimento do concelho? Muitas das freguesias não têm saneamento básico, não existem as, tão prometidas, variantes à Vila, não existem acessos de qualidade à A24 e à A25, não existe uma biblioteca digna dessa nome, não existe uma central de camionagem, continuamos com dois quartéis de bombeiros, sem necessidade (porque os bombeiros não se querem juntar numa só corporação). Para além disso, gasta-se dinheiro desnecessariamente. Como referi no post anterior, a construção do novo Estádio da Pedreira era desnecessário, pelo menos nestes moldes. Será que era mesmo importante, para já, gastar dois milhões de euros para uma equipa de meio da tabela das distritais. Não estou contra, claro. Mas não é, de todo, importante para o desenvolvimento imediato do Concelho. Não será mais importante aliviar os gastos com o pessoal ligado à CM que, só em 2006, pesou 38% do total das despesas, ou seja, quase 100 mil contos/mês!!!
Voltemos à remodelação do balneário D. Afonso Henriques. Onde vai a CM arranjar o dinheiro para pagar à empresa que fez a obra (Somague)? A dita empresa não é um pequeno empreiteiro ali do lado, não vai ficar sem o dinheiro. Agora que o balneário está para abrir, estou muito curioso por aquilo que aí vem. E para ajudar à festa, a CM, depois de dois anos sem o fazer, resolveu voltar a publicar o seu Boletim Municipal, pago, como era de esperar, por todos nós. Como também era de esperar, este boletim de “propaganda” dá grande ênfase a reabertura do balneário, para além de dar uma ideia cor-de-rosa do Concelho, como se não houvesse problemas suficientes para serem resolvidos. Para além disso, a CM está a fazer desta obra, a menina dos seus olhos e utiliza-a para que os sampedrenses se mantenham a escuridão, com grandes cartazes em toda a Vila. Mais uns milhares de euros a saírem dos nossos bolsos. Para além disso, o dito boletim dá ênfase ao facto da CM financiar a obra em 90%. Para mim, não é motivo de orgulho, bem pelo contrário. Seria motivo de orgulho, se se dissesse que teria de financiar só 10%. Era sinónimo de que teria conseguido uns quantos milhões do Estado central ou da União Europeia. Mas o mais curioso, é que os restantes 10% foram conseguidos à mais de seis anos, ainda estava se encontrava à frente da CM, um partido de cor diferente. Ora, passados tantos anos, o dinheiro já voou. Portanto, a CM não financia 90%, mas sim 100%. E o passivo sempre a subir. Mas é motivo de orgulho!
A acrescentar a isto, o Sr. Presidente anda a vangloriar-se, que a obra vai estar pronta dois meses antes do previsto. Que saiba ainda não tenho problemas de memória, mas, a obra não devia estar pronta em Abril passado? Não foi isso que o Sr. Presidente anunciou o início da obra, com cartazes e tudo? Que eu saiba já vamos com dois meses de atraso e não me parece que as obras estejam prontas para a reabertura, já que só o primeiro andar está “quase” pronto, o resto ainda está longe. E, será que a obra vai mesmo ficar nos propagandeados dez milhões de euros? Algo me diz…
O S. Pedro está a chegar e SPS vai festejar, com as festas da Vila. Ora, aqui também tenho algo a dizer. Em primeiro lugar, a contratação de um artista de renome nacional (que até gosto), mas que vai custar à CM perto de cinco mil contos, quando várias associações culturais da terra andam financeiramente estranguladas porque a CM não cumpre os pagamentos dos vários espectáculos que estas realizaram. Ou muito me engano, ou não me parece que o dito artista fique sem o seu dinheiro.
10 junho 2007
Parado no tempo! (Parte I)

30 abril 2007
Até parece mentira
Queima das Fitas!!!

03 abril 2007
Entre a Argentina e o Reino Unido
Fez ontem 25 anos que as Ilhas Falkland (como os ingleses lhes chamam) ou Malvinas (como são conhecidas em todo o mundo não anglo-saxónico), colónias britânicas, foram invadidas por forças terrestres e navais da República Argentina, então governada por uma sanguinária Junta Militar, então liderada por Leopoldo do Galtieri.02 abril 2007
Bom de mais para ser verdade
Terá sido, talvez, a primeira vez que na semana anterior ao jogo, não existiram comentários de parte a parte a incendiarem o jogo. Tivemos uma semana tranquila, nem parecia que (dia 1 de Abril) iríamos ter um jogo tão importante. Nada de comentários desmesurados, nada de picardias, nada de nada...


01 abril 2007
Deixem marcar o Romário!
in http://www.cafeesaude.com.br/consumidores/romario.htm
Até aqui tudo bem. Romário é, sem dúvida, dos melhores avançados de sempre do futebol brasileiro e, mesmo de todo o mundo. Mas já começa a cansar estas notícias constantes, "do marca, não marca". Ele que se notabilizou por jogar "parado" até ficou de fora no jogo da última quarta-feira, que opôs a sua equipa - o Vasco da Gama - contra o Américo, para se "resguardar" para o Maracanã. Deixem o homem marcar de uma vez por todas! Não tenho nada contra ele, mas já chatei abrir a maioria dos jornais e aparecer a notícia "é hoje que atinge os mil?"! Mas, mais grave do que isso, é que Romário não vai atingir os mil, nem hoje, nem nos próximos tempos. Isto segundo a FIFA (que quanto a credibilidade, não é o melhor exemplo). A FIFA argumenta que Romário está a contabilizar 77 golos feitos nas divisões amadoras e 21 em encontros festivos, golos que não entram para a contabilidade da FIFA. Então, onde é que ficamos? O árbitro do jogo de hoje, já veio anunciar que, caso o "baixinho" marca hoje, vai interromper o jogo durante alguns minutos para os festejos. Sendo assim, faço aqui um apelo aos jogadores do Botafogo, passem-lhe a bola e deixem marcar o Romário!
Viva a Cultura!

No passado dia 2 de Março, "A TOCATA" - Orquestra Ligeira Juvenil de São Pedro do Sul levou os sampedrenses por uma viagem de ritmos músicais variados. Do Jazz ao Rock, passando pela Bossa Nova, o grupo agradou aos presentes.

A noite, no entanto, começou nervosa para todos nós. Até parecia que era a primeira vez que estavamos em cima de um palco. Mas o local, não era um qualquer. O Cine-Teatro São Pedro, com toda a sua beleza arquitectónica, transporta-nos para um outro mundo. Transporta-nos para 1925, data da sua inauguração. Todos os sampedrenses devem estar orgulhosos por terem, de novo e após muitos anos fechado, um espaço como este, que muitos, nas zonas mais ricas do País, envegariam. Parabéns à Câmara Municipal, por ter lutado por este espaço (talvez a única obra que mereça os meus parabéns, mas sobre os problemas de São Pedro do Sul, prometo voltar ao assunto).
Com o desenrolar do concerto, os nervos foram passando e toda a magia daquele espaço foi-nos embalando. No fim, os parabéns, os agradecimentos, o sentimento de dever cumprido. O dever pelo qual lutamos todos os dias - levar a cultura "às gentes da nossa terra".





